segunda-feira, 6 de junho de 2011

Porquê?

Porque não plantas?
Porque não flores?
Porque não árvores onde crescem os amores?
Porque não terra ou pedra?
Porque não lama ou água?
Porque não a nuvem que a carrega?
Porque não o vento que a empurra?
Porque não o céu que o vento percorre indefinidamente?
Porque não o sol que o luz ou a lua que o escura?
Porque não o fogo que tudo acende?
Porque não tudo?
Todo o cheio que há no mundo!
Porque não nada?
O nada que no tudo se esquece.
O nada que em nada aparece e adormece na pressa de esquecer o que existe!
Porque não um homem?
Porque não um homem vivo?
E porquê viver se vida há em tudo o que vivo?

2 comentários:

  1. todos os rostos que me rodeiam são eternos pontos de interrogação... a desconfiança e a insegurança combatem contra a certeza, sobram demasiadas questões. Porquê?

    Gostei amigo...
    um abraço

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  2. Questões a que a vida não responde...talvez essa a razão da sua existência: a eterna incerteza.

    Abraço

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