segunda-feira, 19 de setembro de 2011

acabei por clicar em publicar mensagem

e depois fiquei calado. fiquei depois calado, e antes estava calado, e haveria de estar calado depois.
não tinha palavras nem antes, nem depois, nem agora. faltam-me as palavras.
depois fico sem saber mesmo o que dizer. sabia-o? antes? não sei... agora não sei.

é como ver as 4 galinhas pretas (ou 3 e meia, visto que uma tem uma pata inoperacional) no poleiro, ou no muro... elas vêm os 5 frangos montados no outro poleiro a comer as uvas do vizinho? elas sabem isso?

e depois com o vento? como sabemos como fica tudo depois do vento (se é que sabemos como estava antes)

derrapei na curva, quase caí a descer para o café, bati com a perna no carro do primo e com a unha no passeio que estava mesmo ao lado do seu carro, fui e voltei e aqui estou tão sossegado que não sei o que é antes, nem depois.

é... ter medo de ter a cama fria... é... ter medo, muito medo de não saber o que vem depois e não saber como melhorar o que se fez antes.
é... ter medo de existir perto de mim. é ter tudo como sempre quis e ver as cores que os teus olhos reflectem no sol e na cadeira. é ter dores nos braços e calos no cérebro. é ser apático e imbecil. é sorrir e ver sorrir.

é... não suportar o silêncio do depois. é... não suportar o ruído do durante.

amar é ... ter de fugir para sentir a minha falta.

e depois calei-me. escrevi-me e

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Galiza (II)

Os rios, os montes e as serras
roubadas p'lo betão armado
E os gritos negros no céu
e as manchas sangrentas no mar
são orgulho da sociedade moderna.
A cunha de uma moeda, única,
a árvore de longa idade
Galiza, roubada, violada, transformada
Sem barreiras de terra ou de flores
Sem defesas seus ecos de revolta.

terça-feira, 19 de julho de 2011

foste educad@ acreditando num sistema
não faltaste às aulas porque sabias que a tua vida dependia da escolarização
falhaste com os teus impulsos porque a liberdade é saber conter os impulsos
e as bombas que não rebentaram nas tuas mãos não rebentaram em mais lado algum
choraste as lágrimas de sal
que rasgando o teu rosto formaram poemas da revolta
sem chão sem céu sem palavras para a descrever gritaste os impulsos antes escondidos
mas hoje não sabes como se era humano antes do tempo da nossa democracia
e as palavras são todas cuspidas e ninguém sabe como te chamas
choraste lágrimas de sangue
porque perdeste a pedra que guardavas no bolso
eu juro-te que vais saber mandá-la quando a encontrares
mas que grites a tua alma e a da humanidade
livre dos preconceitos ridículos que aprendeste do que é ser-se humano
livre da prisão que o estado oferece como escolha e livre-arbítrio
hinos? querem que cante hinos?
não... eu não tenho mais uma cor...
tenho versos que me servem para agir contigo companheir@
tenho gritos que servem para gritar ao teu lado companheir@
tenho lágrimas para chorar contigo e medrar na terra que nos criou
porque a terra não inventou o parlamento
nem o teclado que agora bato
e como estou farto de falar para o ar
vou fumar mais um cigarro
e assumir a minha escravidão
porque amanhã
estarei à tua porta
de punho cerrado
e uma pedra no caminho
para chutar até achar a outra

esqueceste-te que não tinhas de ter um cão para se humano
esqueceste-te que não tinhas que ter um telemóvel para ser amad@
esquecemo-nos que não é do emprego que nasce o trabalho
esquecemo-nos que não somos autómatos nem pilhas de carga
mas somos
e ficamos
sós

juntos entre a podridão de uma ilusão republicana
democrática moderna e global

como me fodem os teus conceitos
como me apetece esquecer os princípios básicos do senso-comum

Mãe... chegas-me as bolachas? Eu, sozinho, não chego à estante de cima...
Claro filho... Tens aí o banco... tenta não bater com a cabeça na esquina do móvel...
Agora ala... Beijo... Chichi... Cama...
Como :) te amo...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

contacto

Finjo que os olhos não correm porta fora em lágrimas
O peito não se abre em vendavais
As mãos não gritam palmas de saudades

Finjo que o teu sorriso está aqui
Os teus poemas são todos para mim
As cordas do baixo vibram no meu plexo solar

Finjo que a Corunã é ali nas tílias
E nem me importo com as nuvens de tabaco
De repente é perfume e eu toco pianos de sorrisos


Finjo, tudo isto é vida de fingir que estou feliz
Até ao momento que mesmo que dure um só momento
Seja aquele que me cola perpetuamente o teu abraço
Ao resto dos meus dias

quarta-feira, 13 de julho de 2011

a vida é tão curta
e a tua imagem no meu coração longa demais

se temo a morte
é porque te tenho na vida

quinta-feira, 7 de julho de 2011

As fontes do segredo

Descoberta a razão das fontes
resta-nos a transparência das suas águas,
a ausência das aves que nela bebem
o frio mármore que esculpe a forma transparente
com que fitamos o fundo,
guardador de lembranças e promessas
já antes desfeitas em carências de pares que se olham,
num indizível movimento de pestanas,
fugaz memória do amor que ali os trouxe num
sopro de indignação,
jurar a morte a quem ouse descobrir
o segredo das fontes.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

crónica

foi como se sonhasse fumegando a existência saltas-me do ecrã como se a vida fosse, afinal, virtual o ócio que fumega e entrei na mesma sala onde estiveras para reencontrar futuros antes sonhados. tudo em vão no mais puro vazio que existe entre o ponteiro dos segundos e os outros dois, acelerado e por instantes compatível acendendo um cigarro rastejei da porta de uma sala à outra, como se fosse eu o tempo que rasteja entre as cidades que deixamos fumando a vida até à morte [mas quem me disse que era assim?] deixamos e procuramos novos rumos sem nunca entrar na sala em que viveste morrer a cada fumo que exalamos e acreditei que estava mesmo onde querias, pré-visualizando as atitudes que eu conheço existem em intervalos de fumo as vidas que a morte deixou de parte [não me fodas, continuas sem saber que é assim?!] e quando por fim, no final do dia, vi escurecer o céu em sinal de finalização de uma árdua tarefa pessoal nascendo de manhã morrer-se-á de tarde? beijando o solo e o barro e a chuva, chorando sal derretendo o gelo da frieza, tranquei-me na tua sala, como quem está meio morte mas ainda pensa viver [estás vivo? estás tão gelado]

sábado, 25 de junho de 2011

há algo de errado no mundo?
o mundo está errado?
será errado estar no mundo?

e o relógio toca

tens um auricular novo e falas enquanto
fazes as compras para o mês de abril (sem
maiúscula, porque obedeceste,
e já não sabes como escrever os meses)

será errado haver mundo?
é um erro ser o mundo?
haverá algo certo no mundo?

e o telefone toca

tens uma borbulha no cérebro de tanto
falares das mesmas coisas atualmente (sem
"c", e já sabes porquê)

e o telefone toca com o relógio
combinaram às duas para beber um brandy-mel
e a vida gira
e o mundo engana-se
e o homem morre

terça-feira, 21 de junho de 2011

A fuga presa nos meus olhos


É no cantar surdo da minha alma
que te conheço
É no voo do corvo negro que vejo
o claro dos teus olhos, e ter eu o
carvão para os desenhar, para os fazer
meus e fugir do mundo como quem
foge ao destino, distraído,
desconhecedor do alcançar o amor,
e tê-lo, todo, continuamente estendido
em tapetes púrpura amaciados por
cândidos dedos, iguais aos que imagino teus,
e deslizar no espelhado do teu corpo, e não tocar,
o mais ténue contacto, e ainda assim encher-me
de ti, do que te faz, e correr mais ainda,
num fôlego constante, e nele encontrar o ar
que me permita ao parar ver-me longe,
continuamente longe,
deixar de me ver e por isso ter-te sempre presente
nos meus olhos.

domingo, 19 de junho de 2011

na varanda

da varanda olhas-me com os olhos brilhantes
ah, tu estás aqui em baixo! aperto-te o abraço
engulo em seco. Viro-vos costas

a minha mãe, como mãe que é, oferece-me um lenço de papel.

Arroyo de La Luz!, ligeiro desvio a caminho de Alcántara

o empregado de mesa tem uma carne divinal...
uma foto do Che "colgada en la pared" e o campo em torno da vila citadina
"Obrigado!" diz-me ele... e ali abraça toda a realidade de raya

da varanda - ainda estás na varanda martinha? - tanta cinza caiu dessa varanda
tanta casca de pipa

acordei hoje de manhã e não estavas a dizer asneiradas!?
"não há césar nem meio césar"
"já te disse para tirares o indiano da boca"

escutem! aquele "bocadillo" estava demais... deviam passar do arroyo antes de deixar cáceres para trás

Mas que digo?

já guardei o lenço de papel no bolso...
vou contemplar a paisagem e fumar um cigarro, como se tivesse na cozinha
com a cafeteira derretendo-se por dentro... mas afinal onde ficou?? vai para cima? vai para baixo? vai para o lixo?

fecho a porta do carro,
deixo as lágrimas escorrerem-me pelo rosto abaixo e espero
entre o fumo e a luz da ponte de Alcántara
um eterno até já que as cegonhas transportam nas penas que deixam cair em tuas mãos

ainda estou na machacona aos gritos a teu lado
ainda estou na varanda do bar a dizer merda com todos vós
ainda estou no gabinete lá em cima a levar filmes
ainda estou no colmendralejo a ver as coisas mais belas da vida, as mais simples, as únicas que dão mais certeza à vida aqui

ficou mais um pedaço meu, em vossas mãos, e não sei se o vou buscar de novo

amigo/s o teu abraço ainda aperta o meus


obrigado!
não faz mal
...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Porquê?

Porque não plantas?
Porque não flores?
Porque não árvores onde crescem os amores?
Porque não terra ou pedra?
Porque não lama ou água?
Porque não a nuvem que a carrega?
Porque não o vento que a empurra?
Porque não o céu que o vento percorre indefinidamente?
Porque não o sol que o luz ou a lua que o escura?
Porque não o fogo que tudo acende?
Porque não tudo?
Todo o cheio que há no mundo!
Porque não nada?
O nada que no tudo se esquece.
O nada que em nada aparece e adormece na pressa de esquecer o que existe!
Porque não um homem?
Porque não um homem vivo?
E porquê viver se vida há em tudo o que vivo?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Poesia doméstica

Sem óculos

Abri o saco da roupa e ouvi uma voz que dizia: pois até não falta assim tanta roupa para arrumar, esta, sei que devia ser 2ª ex namorada, depois ouvia outra voz, aí era a 1ª, era mesmo, dizia: esse monte olimpus de roupa, sem dúvida que era, que vais fazer com isso!? Talvez pela janela... depois outra voz de um amigo me acalmava e falava-me de outras coisas que eu não entendia... estava só, enfim, com os meus heterónimos – dizia – contente... falava comigo e contigo, estou certo que ouviste... depois outro amigo exaltado exigia que eu queimasse a roupa para não a lavar... que problema de luxos... impossível... mas entendido!

Sem óculos os meus olhos desfocam, o café faz cancro e o telemóvel dá azia! Vejo que despertaste sua besta! Comigo?! Claro! Sou conan o homem rã! E vim para reinar!

Uma palavrinha, pois necessito mesmo dela, para os exacerbados do poder! Atentai caros filhos da puta que o dia para vós é apenas parte da noite! Atentai, fachistas de merda! Tiranos instaurados! O esquema viciado! Pequenos chefes... tristes e amargas sombras de um sentido de grupo... hipócritas, sim, levanto a minha voz sem medo, vem cá, vem ao poema e tenta derrotar-me que eu pela lei sou fraco... incide em prosa a tua fúria e sai debaixo da saia da Paula Rêgo, quem és tu afinal? A não ser um monte de papéis sem rosto? Julgas pois que o poder que tens sobre a vida dos outros é superior ao sentido de profissionalismo? Julgais-me com medo? Falai-me na melhor prosa de ficção – a sua, pois nem que eu estude dez anos chegarei ao seu nível exacerbado e surrealista! Bravo! É um caso de estudo meu caro... Quem sois vós? Hipócritas sem mais que... e eu? mentiroso a teu proveito, morra eu se me preocupo com o sentido de justiça para além do que ele me ensina... é frase simples? Dormis descansado? Pois que sim, embalado pelo leito do vale tudo! Um dia, de novo, que me chames mentiroso, seu cobarde, e eu, que me quede inválido pela luz ofuscante do teu poder, e então cessarei as minhas armas perante tão grandiosa verdade; ó meu pequeno chefe...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Postit

Quero a próxima carta pronta amanhã em cima da minha secretária...
Estou completamente diferente...
2.linha 3
3. linha1
4ºparágrafo
sempre com um charme especial ou um gozo particular...

16:30 joão
tirar tarde quinta-feira, tirei 95 euros...
A Maria veio para Montemor era primavera...
17 de Julho de 1978 campanha de decapitações, David, Nova Roma...
desconcertante, tragicamente belo, repulsivo...

user name, password, estudante-22
desligado o furo 6 e ligado o furo 5 da amoreira...
agitado, descansar...

comédia dramática: 4 personagens, 1 livro excitado, 1 puta frustrada com o irs, quer enriquecer, anti-mulher fatal...
espanhol 16, estética...
comer, limpar a casa...
criar, criar! agitado, trabalhar, passear a cadela...

cabo (verde?) _________________ o texto não está justificado, verificar erros, falta de conexão entre as frases. Funcionamento e orgânica.
lembrar-me do que me esqueci, ir às compras...

Telefonar ao afilhado, comprar prenda... ir a casa da avó... comprar 2 pneus, pagar a luz, fazer contas... encomendar pizza e cortar o cabelo... telefonar ao Sol...

Ler: A insustentável leveza do ser... Kundera...

Destruir o significante dos conceitos... entregar os livros na biblioteca...

Dormir das 02:00 às 06:00, prazo 1 de Junho (já passou...)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

vou tingir a tela que faz fundo da sala onde me obrigam, sentado, a ouvir as lenga-lengas do costume
vejo agora que estão todos aqui, o cão, a foca e o abutre - parece que temos a força armada portuguesa em peso

vou tingir a tela de tal maneira que de tão vermelha espetarão todos os cornos na parede...
pode ser que assim, deixando os bmw's à porta e sem gasolina, consigamos mudar o sistema

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cosmos

Diferentes universos acumulam-se
em sentidos e movimentos em constante
pulsão e repulsão
Bastava ter força para mover planetas
Enganar de vez as leis do Tempo
e poderíamos ficar para trás
em plena harmonia gravitacional
ou na ausência da mesma.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

encosto-meàparde maispróxima
afasto - me , agora , para não perder o rumo
paraesquecerqueoquilómetro é medida de tempo
ondeações de ar e luz que me cercam a vista
e hoje, porque ensinaste, eu sei conjugar o verbo amar
e tudo o que eu leio nas ondas que me rodeiam transmitem-me a luz de um olhar que me guia

o calor de um corpo desejado, à noite, que acaba com a insónia aos poucos
faz de farol a desencaminhados trilhos interrompidos constantemente pela "teimosia da vida"
mas eu tenho vida agora

"adeus luberiña triste" que me quedo onde não quero mas vejo-te de todos os ângulos
"de espaldas te vou mirando" pois o teu olhar segue a Terra e o meu sossego está no teu colo
- é no teu leito que eu quero estar, é na nossa vida que eu quero viver até quando respiro fundo de mais e sinto que morro ao ouvir-te dizer-me o mesmo

há uma coisa tão misteriosa quanto simples no verbo que me ensinaste
dos pés às pontas dos cabelos, nas pernas, no colo, nos seios, no pescoço, nos ouvidos, nos olhos, na boca... escorrem significados tão puros, escorrem os suores e lágrimas seguras,
porque na incerteza reside o verbo derradeiro, o núcleo da minha existência, a dúvida é a única certeza de uma felicidade nómada e fugidia

- é no teu leito que quero quedar, morrer e renascer a cada dia que oiço um dialecto secreto que acompanha um sorriso - e por muitas vezes que sorrias, eu sei distinguir o sorriso, o único sorriso, aquele que de uma vez só conjuga as duas pessoas únicas desses mesmo verbo

eu amo
tu amas

e o reflexivo que nos acompanha, incondicionalmente

eu amo-te
tu amas-me

e é por essa mesma razão que existem as consequências

eu amo-me
tu amas-te

nós ama-nos

e toda a ira perde sentido, a estupidez das palavras mais gritadas, a parvoíce das preocupações que não merecem a pena, que não têm real significado ou importância

- é no teu leito que eu quero desmanchar todo o controle que exerço sobre o meu corpo
como se o Sol penetrasse me ambos, nos enchesse de mar e dúvidas
doces dúvidas que o amor transforma em pensamentos, em certezas que nenhuma destas palavras vos pode explicar.

as nuvens gritam, suavemente, ao meu ouvido ferido
mas não as oiço enquanto a tua voz doce não quebrar a dúvida do silêncio quando tu não estás

até lá
até já
até sempre

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Renasce em ti um desejo meu
de ter-te em mim um dia como eu
pensei um dia poder ser teu.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

um quase verdadeiro poema patriota

arranca-me dos olhos a retina, esfola-me os joelhos contra a parede mais negra
já só falta que me tirem as palavras...

quão farto me encontro e estou... quão farto sou e re-sou.
ressoam ao longe os teus gritos ... as vossas pedras mandadas ao ar

como me meteis nojo todos,

como se conforma o humano por toda e qualquer desculpa socio-politico-ético-cultural
quão farto estou de me arrancarem a vida dos olhos

como me meteis asco todos,

atira-me contra os números das contas, e as contas que se fazem com esse números,
e as mortes que crescem com esses números, e o número de mortos que crescem com tudo isto

opções? quais opções?
quão farto estou de todos vós

terça-feira, 17 de maio de 2011

a efemeridade de um toque
a distância de um olhar próximo
para te embalar nos sonhos e encontrar-me nos meus,




a explosão que emerge, do calor de dois corpos, unidos num temp
impossível de medir ou distanciar
para me embalar na verdade que me escondeu o espaço





os quilómetros que servem de barreira
ao mais puro encontrar de dois olhares
impossíveis de serem apagados ou esquecidos

impossíveis de ignorar ou fingir que não deixam (deixarão sempre) marcas profundas

e na estrada, ficaram sem se ver, as pegadas de algo que não se diz... sente-se