porque para além de poesia experimental também existem experiências poéticas ... todas as actividades de escrita estão em igual alcance do homem como ele deveria estar com a natureza ... aequum : equidade, imparcialidade, igualdade
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
"demasiado negro para ser verdadeiro"...
cru
e demasiado primitivo para ser falso!
“[fala] diz...” diz quando eu for...
“cansas-te?”
E quem estará do teu lado quando no cansaço o vazio te abraçar?
E como se fosse outra coisa qualquer ainda respiras palavras no meu ombro vermelho!? Rasgas a pele e a noite também... e quem me sustem perante um cansaço maior que ninguém suspeita quando vem.... ó noite maior tu cansas-me!
“descansa [deita-te]”, permaneço deitado numa almofada sem fada até que chegues... e tu que dizes se eu não estiver, nem quando sentido houver,
ri-te ainda mais alto para mim,
“no meio de tanta pessoa” ecoa, ecoa como uma inspiração sôfrega a tua ausência, não voltaste,
e com o tempo
“perdes a essência” e não voltarás...
...“para me confirmar o regresso” crava-me no peito as lâminas da verdade...
...e deixa-me respirar o ar da noite “como se a manhã tivesse caído”...
cru
e demasiado primitivo para ser falso!
“[fala] diz...” diz quando eu for...
“cansas-te?”
E quem estará do teu lado quando no cansaço o vazio te abraçar?
E como se fosse outra coisa qualquer ainda respiras palavras no meu ombro vermelho!? Rasgas a pele e a noite também... e quem me sustem perante um cansaço maior que ninguém suspeita quando vem.... ó noite maior tu cansas-me!
“descansa [deita-te]”, permaneço deitado numa almofada sem fada até que chegues... e tu que dizes se eu não estiver, nem quando sentido houver,
ri-te ainda mais alto para mim,
“no meio de tanta pessoa” ecoa, ecoa como uma inspiração sôfrega a tua ausência, não voltaste,
e com o tempo
“perdes a essência” e não voltarás...
...“para me confirmar o regresso” crava-me no peito as lâminas da verdade...
...e deixa-me respirar o ar da noite “como se a manhã tivesse caído”...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
[fala] diz...
cansas-te?
descansa [deita-te]
no meio de tanta pessoa
perdes a essência
vá... [fala]
diz... [repete]
cansa-me
deixa-me descansar
vai-me falando baixinho
para me confirmar o regresso
Leste tudo sem coçar a mão primeiro
e há quem não queira nem sequer saber
vai
reconstrói-te
como se a manhã tivesse caído
e /
ficasses/
só
/ num vazio /
demasiado negro para ser verdadeiro /
isso que queria...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Surgiu a noite, surgiu a lua
surgiu também uma lembrança tua.
Escureceu de repente, e não há barulho
não há surpresas, nem prendas só o embrulho.
Eu, embrulhado de frio. Sem laço.
Sem cobertor ou agasalho.
Sem senãos. Sem te segurar as mãos.
Bocejo mais uma vez antes de me aconchegar
e adormeço sabendo que não existes,
mas um dia vais chegar.
surgiu também uma lembrança tua.
Escureceu de repente, e não há barulho
não há surpresas, nem prendas só o embrulho.
Eu, embrulhado de frio. Sem laço.
Sem cobertor ou agasalho.
Sem senãos. Sem te segurar as mãos.
Bocejo mais uma vez antes de me aconchegar
e adormeço sabendo que não existes,
mas um dia vais chegar.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Boa Noite
agora/ que o sono se pendura nas pestanas e anda de baloiço nos meus olhos/ agora/ que as palavras respiram mais devagar e as costas esperguiçam a noite/ agora/ que quero sorrir ao dia de amanhã mas está escuro, ainda, e só as estrelas se acendem pirilampicamente a querer dizer bom dia, mas é noite/ agora/ que tempo será este que não há quente a derreter os sonhos e por momentos congelo todos os momentos/ agora/ é apenas hora de ir...de ir...de ir....mais tarde volto. não //agora//. V
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Serenamente
Sereno. A quietude das searas ficou no sul do meu peito. Rudes os granitos desta terra que me acolhe e me enche os olhos de branco. Sereno. Falta-me o cheiro da terra dourada a dançar no calor do horizonte. Falta-me o que ficou na memória, e já só é isso apenas, memória. Sereno. Porque os meus sorrisos todos juntos lavam-me as lágrimas. Deito-me e deleito-me nas palavras e voo, voo muito alto para além de mim. Regresso ao hoje e…Sereno.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
contaminaçoes
"visto as calças do pijama como se me vestisse de ti" ... e a pele estala com o calor que o frio arrefece. A neve passa a ter uma luz própria e a distância perde-se na geada "um retorno real - dizem-me as paredes" mas a resposta não é única, nem fica por um parágrafo apenas.
amachuquei os papéis que me ditam as horas "e eu já nem nas molas os vejo retidos". pendurei-me no estendal às seis da manhã para ficar em ponto de congelamento real ... e fiquei, gelado, a ver a cama de esguelha ... cheio de pressa de apanhar o sol de vez.
Contaminam-so os caminhos das frases que sobraram dos papéis "colgados", e as palavras cospem-se mutuamente. "oye! te queda mucho?" nao ... ja estou de saída
em itálico - citaçoes - Nuno Cacilhas
joao
amachuquei os papéis que me ditam as horas "e eu já nem nas molas os vejo retidos". pendurei-me no estendal às seis da manhã para ficar em ponto de congelamento real ... e fiquei, gelado, a ver a cama de esguelha ... cheio de pressa de apanhar o sol de vez.
Contaminam-so os caminhos das frases que sobraram dos papéis "colgados", e as palavras cospem-se mutuamente. "oye! te queda mucho?" nao ... ja estou de saída
em itálico - citaçoes - Nuno Cacilhas
joao
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
dias
Amanhã as horas serão estrelas. Os beijos sonharão à sombra do sol da meia-noite. O céu terá as chamas de todos os dias. Vermelhas as labaredas dos olhos. Azuis os corpos de mar. Os passos andarão de saltos altos e as marcas na areia casarão com a espuma.
Amar será mais uma palavra. As lágrimas serão por gerações. Amanhã os dias terão horas. As estrelas acenderão os beijos. O horizonte queimará a pele. Os arrepios mergulharão no mar morto e o sal cristalizará em gotas. Mediterrânea paisagem no vento. Os cabelos suados de paixão. Amanhã as estrelas serão dias. Adiadas as noites fugidias, a soma das marés e dos amores. Filhos nascidos de um só desejo. Impressões sem dígitos nem expressão. Amanhã. Será depois de agora. E as palavras terão outra batida e assim será o coração.
V
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
desenterrei-o. Nunca pensei que o fizesse... mas fiz.
Fugi do quartel perto das 22h e 30m e fui de lambreta até ao pedaço de mato onde o tinham enterrado.
tirei de dentro da terra... roubei-o do seu regresso à raiz humana... e fiz-lhe um funeral como deve ser.
ofereci diversas bebidas ao defundo, sujo de terra, limpei-lhe os beiços e deitei-o sobre um caixao improvisado, de pedras, musgo, troncos e folhas secas.
Da vontade extrema de fumar veio-me um rito fúnebro intenso... Puxei fogo ao caixao e juntei os cinco elementos da existência na queimada que o fez passar da terra para o ar.
Nunca pensei fazê-lo antes... mas fiz
Fugi do quartel perto das 22h e 30m e fui de lambreta até ao pedaço de mato onde o tinham enterrado.
tirei de dentro da terra... roubei-o do seu regresso à raiz humana... e fiz-lhe um funeral como deve ser.
ofereci diversas bebidas ao defundo, sujo de terra, limpei-lhe os beiços e deitei-o sobre um caixao improvisado, de pedras, musgo, troncos e folhas secas.
Da vontade extrema de fumar veio-me um rito fúnebro intenso... Puxei fogo ao caixao e juntei os cinco elementos da existência na queimada que o fez passar da terra para o ar.
Nunca pensei fazê-lo antes... mas fiz
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
"soneto libertado" ou "fim do mundo, onde a terra começa"
cheguei ao pico do mundo
e dei com uma porta trancada
e não há quem saiba o que é uma chave por aqui
cheguei tarde ao pico do mundo
cheguei tarde e sinto o peso do atraso todos os dias
talvez aqui estivesse a chave se fosse mais cedo
e a luz da lua não me ofuscasse contra o chão
talvez se chegasse mais cedo
e há tanto que eu queria conhecer neste fim da terra
há tanta solidão dentro da saudade de voltar ao princípio da vida
é um impulso abraçador da morte que nos faz querer viver
e vejo o teu cabelo, os restos espalhados no chão
há quase uma forma desenhada de seu resto e fusão com a nova imagem de ti
tiro a fotografia cá dentro, dos cabelos faço chave, entro e fico-me no topo
e dei com uma porta trancada
e não há quem saiba o que é uma chave por aqui
cheguei tarde ao pico do mundo
cheguei tarde e sinto o peso do atraso todos os dias
talvez aqui estivesse a chave se fosse mais cedo
e a luz da lua não me ofuscasse contra o chão
talvez se chegasse mais cedo
e há tanto que eu queria conhecer neste fim da terra
há tanta solidão dentro da saudade de voltar ao princípio da vida
é um impulso abraçador da morte que nos faz querer viver
e vejo o teu cabelo, os restos espalhados no chão
há quase uma forma desenhada de seu resto e fusão com a nova imagem de ti
tiro a fotografia cá dentro, dos cabelos faço chave, entro e fico-me no topo
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
pedra
a dor física perde
todo o sentido
os sentidos tornam-se frios
porque a dor a sério nao se deixa explicar
sinto-me a cair
e desço
escada fora
sem olhar para trás
tenho tanta coisa feia prestes a sair da minha boca
e o frio que eu sinto faz-me tremer a vontade
o mundo, subitamente, torna-se um peso que eu nao preciso de ter... que eu nao quero ter
mas estou aqui
e até agora estava quase bem aqui
e até agora, depois de abrir as defesas, estava quase muito bem aqui
e agora?
hoje nao tenho esperança
nem a desejo ter - desejo encontrar a droga que me páre o tempo... renunciar à vida por duas semanas e acordar com tudo resolvido ... distante como o mar, sozinho como o tempo
amanha
sempre um amanha
e eu nao estou preocupado com o amanha
sinto-me despido de mim - perdi a chave da minha prórpria arrogância de mim para mim -
incapaz de voltar a fechar as janelas
incapaz de acreditar no que quer que seja
derramo uma lágrima, derramo muitas
com a esperança de que o quarto se inunde, e eu fique tao longe da terra e dos homens da terra, para que eu seja só chuva e chova a um parapeito de outra janela
sinto que vou voltar em breve
mas estou aqui
e se nao há tempo para ter esperança
resta-me só a desilusao.
acabo de acordar e sair de casa
está frio, continua a fazer frio quando nao estás
bom dia
todo o sentido
os sentidos tornam-se frios
porque a dor a sério nao se deixa explicar
sinto-me a cair
e desço
escada fora
sem olhar para trás
tenho tanta coisa feia prestes a sair da minha boca
e o frio que eu sinto faz-me tremer a vontade
o mundo, subitamente, torna-se um peso que eu nao preciso de ter... que eu nao quero ter
mas estou aqui
e até agora estava quase bem aqui
e até agora, depois de abrir as defesas, estava quase muito bem aqui
e agora?
hoje nao tenho esperança
nem a desejo ter - desejo encontrar a droga que me páre o tempo... renunciar à vida por duas semanas e acordar com tudo resolvido ... distante como o mar, sozinho como o tempo
amanha
sempre um amanha
e eu nao estou preocupado com o amanha
sinto-me despido de mim - perdi a chave da minha prórpria arrogância de mim para mim -
incapaz de voltar a fechar as janelas
incapaz de acreditar no que quer que seja
derramo uma lágrima, derramo muitas
com a esperança de que o quarto se inunde, e eu fique tao longe da terra e dos homens da terra, para que eu seja só chuva e chova a um parapeito de outra janela
eu sempre soube que a utopia faz parte da minha forma de ser
eu sempre soube que ia acabar sem sonhos, mais tarde ao mais cedo
e por muito que me tente acercar de uma soluçao, perco forças porque
acho que nas as tenho
sinto que vou voltar em breve
mas estou aqui
e se nao há tempo para ter esperança
resta-me só a desilusao.
tenho saudades da nossa casa tenho tantas saudades tuas
e só agora te sinto longe... só hoje sinto-te a escapar pelos os meus dedos
e já nao sei se posso, se consigo, agarra-me outra vez
eu sempre soube que o sonho conta mais que a enormidade rídicula que tem a vida
eu sempre soube que o pessimismo é a minha melhor "arma"
e agora, que é que tenho?
acabo de acordar e sair de casa
está frio, continua a fazer frio quando nao estás
bom dia
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sol, castelo, paisagem e isto
Se a paisagem me ajudar vai sair algo de jeito. Se não ajudar paciência.
Hoje escrevo porque acordei com uma mensagem tão simples como tantas outras, mas tão importante e profunda como a distância que ela percorreu. Trouxe recordações, porque há muitas recordações, muitos momentos, muita estupidez, muito mau feitio, muita paciência, muita falta dela também e muitas histórias.
Já não há pizzas vegetarianas nem "lhas", e também já não há Trilho ou Talan. Também já não há muitas pessoas, e até havia. E, sabes, até dessas eu tenho algo parecido com saudades, tenho-o daquele e do outro, da outra e daquela. Sei lá... andavam sempre por lá... eram importantes... Aquele que só me fala de quando em vez ontem vi-o e, nem o sorriso sacana lhe disfarçou o ar envergonhado quando disse: - "Boa noite". Parvo. E o outro também ontem "falou" comigo. Lembrou-se de me convidar para o jantar dele, e trocou comigo 4 mensagens, uma por cada mês em que não me disse nada. Parvo.
Sabes, aqui está tudo diferente, mas eu sinto-me tão na mesma! Saudades? Nostalgia? Vontade de mais? Sim, isso tudo e mais um par de mamas!
Tenho saudades tuas, cabrão!
Hoje escrevo porque acordei com uma mensagem tão simples como tantas outras, mas tão importante e profunda como a distância que ela percorreu. Trouxe recordações, porque há muitas recordações, muitos momentos, muita estupidez, muito mau feitio, muita paciência, muita falta dela também e muitas histórias.
Já não há pizzas vegetarianas nem "lhas", e também já não há Trilho ou Talan. Também já não há muitas pessoas, e até havia. E, sabes, até dessas eu tenho algo parecido com saudades, tenho-o daquele e do outro, da outra e daquela. Sei lá... andavam sempre por lá... eram importantes... Aquele que só me fala de quando em vez ontem vi-o e, nem o sorriso sacana lhe disfarçou o ar envergonhado quando disse: - "Boa noite". Parvo. E o outro também ontem "falou" comigo. Lembrou-se de me convidar para o jantar dele, e trocou comigo 4 mensagens, uma por cada mês em que não me disse nada. Parvo.
Sabes, aqui está tudo diferente, mas eu sinto-me tão na mesma! Saudades? Nostalgia? Vontade de mais? Sim, isso tudo e mais um par de mamas!
Tenho saudades tuas, cabrão!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
el poema despierta
domingo, 16 de janeiro de 2011
a noite...outra...noite
A noite é o exílio da alma.
Perdem-se horas e a respiração é ao ritmo das estrelas.
Brisa azul escura, universo iluminado do outro lado do tempo.
Olho para lá da estrada de pó, projecto luz, o mar ruge e bate palmas.
A noite é o exílio da estória.
Perde-se o corpo e dançam os pés sem ritmo, sem cadência.
Brisa a clarear no fogo bailarino aos saltos no horizonte.
Olho para lá de mim, universo de vidas na busca eterna de ser.
A noite sou eu até amanhecer.
Cáceres. 9 de Janeiro
V
Perdem-se horas e a respiração é ao ritmo das estrelas.
Brisa azul escura, universo iluminado do outro lado do tempo.
Olho para lá da estrada de pó, projecto luz, o mar ruge e bate palmas.
A noite é o exílio da estória.
Perde-se o corpo e dançam os pés sem ritmo, sem cadência.
Brisa a clarear no fogo bailarino aos saltos no horizonte.
Olho para lá de mim, universo de vidas na busca eterna de ser.
A noite sou eu até amanhecer.
Cáceres. 9 de Janeiro
V
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
só?
acendo a luz vermelha
o cinzeiro está, vazio, no mesmo sitio
há o teu cheiro
há uma garrafa de plástico com a mesma água que tinha antes
deito-me, bebido, e sinto-te cá
vou desligar o candeeiro, a tomada incomoda-me as costas
boa noite
o cinzeiro está, vazio, no mesmo sitio
há o teu cheiro
há uma garrafa de plástico com a mesma água que tinha antes
deito-me, bebido, e sinto-te cá
vou desligar o candeeiro, a tomada incomoda-me as costas
boa noite
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
adorei ficar com o teu cheiro cravado na roupa, nos lençóis, nas paredes... um retorno real - dizem-me as paredes... eu respondo que as paredes são loucas e elas olham para mim como se o louco fosse eu, e eu enbrulho-me nos lençóis e eles querem levar-me a voar, e eu já nem nas molas os vejo retidos... visto as calças do teu pijama como se me vestisse de ti e elas aquecem-me demais e eu fico nesse calor tórrido enquanto adormeço com sonhos maiores...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
esta noite...aquela noite..outra qualquer noite
Esta noite.Esta noite as estrelas são de água.O céu brilha cristais e a luz adormeceu. Balanço o frio por entre os ramos das laranjeiras.Quisera eu que fosse Verão, mas este é o Inverno dos meus dias. Gelam os ritmos e o espaço neva na via láctea do meu brilho.Esta noite.Esta noite as palavras são de sangue.A vida escreve teimosamente no meu peito.Escorrego o olhar e deito o sono na cama desfeita do meu corpo.
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