e no entanto vou-me desgastado em regressos
perdendo peças do motor que a alma constitui
queria pura e simplesmente clicar no DELETE
e encontrar na RECICLAGEM forma de mudar a vida
defino-me todo em palavras e perco a simplicidade das coisas:
distância: troço físico que se traça de um local ao outro ... medido por km, m, etc.
distância: foda-se como me dói estar, ser, distante todos os dias
ausência: falta de presença de um elemento num "plano físico e palpável"
ausência: (...)! ? ---- !? eterno constrangimento !?!? perca do controlo de mim...! . ¡'¡'¡¿?¿?¿ procura eterna de tornar presente o que dói pela distância.
amar: acto, a nível humano, descrito por milhares de anos de filosofia, história, ciência, sexo, lágrimas, dores, sorrisos (---) e a lista continua
amar: se soubesse quão simples é o amor não precisava de tanta palavra supérfula, que no fim só me complica a defenição de algo que só um cheiro, um toque, um calor, consegue descrever
porque para além de poesia experimental também existem experiências poéticas ... todas as actividades de escrita estão em igual alcance do homem como ele deveria estar com a natureza ... aequum : equidade, imparcialidade, igualdade
terça-feira, 1 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Na Grécia...
Culpe-me doutor juiz que sou culpado!
Sou inapto à sua sociedade e deverei ser castigado por desejar demasiado, demasiado para o homem que com tão pouco da vida vive...
Mergulho na minha noite intranquilo e sôfrego, e ainda fico sem respirar perante a dor que o sistema provoca, e a minha noite aclara um pouco...
Culpe-me senhor padre que pecarei até morrer!
Culpe-me senhor político que voto em branco!
Culpem-me que sou culpado de desejar demasiado, sou homem para vós desajustado...
Culpem-me por desejar demasiado para o homem que é pobre da sua riqueza... culpem-me se desejo caminhar contra a corrente... é que custa ser obediente... é este desejo de viver a humanidade em pleno que não me abandona...
Culpe-me doutor juiz que sou culpado!
Considere-me louco demasiado para habitar na vossa triste realidade. Despir o casaco de economista e a gravata de político que costumamos usar, prefiro mil vezes enlouquecer em cada segundo da minha vida a vestir tais trapos... Desculpe mas preciso de mais tempo para enlouquecer um pouco mais, ainda as entranhas de onde nasci se esvaem em sangue espesso... mas sei que conseguirei ser um louco, bebo do néctar da demência... Mantenha-se o doutor nessa prisão se é que me percebe... ou então, depois que apodreça e eu consigo de igual, talvez já não se sinta tão inchado e me entenda melhor...
É que a verdade tarda sempre à justiça das coisas... (ecoava)
Verdade papal e sistémica, e moleza das vidas fartas, desalinhado não quer ser soldado, nem tempo tenho para enlouquecer...
Sou inapto à sua sociedade e deverei ser castigado por desejar demasiado, demasiado para o homem que com tão pouco da vida vive...
Mergulho na minha noite intranquilo e sôfrego, e ainda fico sem respirar perante a dor que o sistema provoca, e a minha noite aclara um pouco...
Culpe-me senhor padre que pecarei até morrer!
Culpe-me senhor político que voto em branco!
Culpem-me que sou culpado de desejar demasiado, sou homem para vós desajustado...
Culpem-me por desejar demasiado para o homem que é pobre da sua riqueza... culpem-me se desejo caminhar contra a corrente... é que custa ser obediente... é este desejo de viver a humanidade em pleno que não me abandona...
Culpe-me doutor juiz que sou culpado!
Considere-me louco demasiado para habitar na vossa triste realidade. Despir o casaco de economista e a gravata de político que costumamos usar, prefiro mil vezes enlouquecer em cada segundo da minha vida a vestir tais trapos... Desculpe mas preciso de mais tempo para enlouquecer um pouco mais, ainda as entranhas de onde nasci se esvaem em sangue espesso... mas sei que conseguirei ser um louco, bebo do néctar da demência... Mantenha-se o doutor nessa prisão se é que me percebe... ou então, depois que apodreça e eu consigo de igual, talvez já não se sinta tão inchado e me entenda melhor...
É que a verdade tarda sempre à justiça das coisas... (ecoava)
Verdade papal e sistémica, e moleza das vidas fartas, desalinhado não quer ser soldado, nem tempo tenho para enlouquecer...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
"demasiado negro para ser verdadeiro"...
cru
e demasiado primitivo para ser falso!
“[fala] diz...” diz quando eu for...
“cansas-te?”
E quem estará do teu lado quando no cansaço o vazio te abraçar?
E como se fosse outra coisa qualquer ainda respiras palavras no meu ombro vermelho!? Rasgas a pele e a noite também... e quem me sustem perante um cansaço maior que ninguém suspeita quando vem.... ó noite maior tu cansas-me!
“descansa [deita-te]”, permaneço deitado numa almofada sem fada até que chegues... e tu que dizes se eu não estiver, nem quando sentido houver,
ri-te ainda mais alto para mim,
“no meio de tanta pessoa” ecoa, ecoa como uma inspiração sôfrega a tua ausência, não voltaste,
e com o tempo
“perdes a essência” e não voltarás...
...“para me confirmar o regresso” crava-me no peito as lâminas da verdade...
...e deixa-me respirar o ar da noite “como se a manhã tivesse caído”...
cru
e demasiado primitivo para ser falso!
“[fala] diz...” diz quando eu for...
“cansas-te?”
E quem estará do teu lado quando no cansaço o vazio te abraçar?
E como se fosse outra coisa qualquer ainda respiras palavras no meu ombro vermelho!? Rasgas a pele e a noite também... e quem me sustem perante um cansaço maior que ninguém suspeita quando vem.... ó noite maior tu cansas-me!
“descansa [deita-te]”, permaneço deitado numa almofada sem fada até que chegues... e tu que dizes se eu não estiver, nem quando sentido houver,
ri-te ainda mais alto para mim,
“no meio de tanta pessoa” ecoa, ecoa como uma inspiração sôfrega a tua ausência, não voltaste,
e com o tempo
“perdes a essência” e não voltarás...
...“para me confirmar o regresso” crava-me no peito as lâminas da verdade...
...e deixa-me respirar o ar da noite “como se a manhã tivesse caído”...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
[fala] diz...
cansas-te?
descansa [deita-te]
no meio de tanta pessoa
perdes a essência
vá... [fala]
diz... [repete]
cansa-me
deixa-me descansar
vai-me falando baixinho
para me confirmar o regresso
Leste tudo sem coçar a mão primeiro
e há quem não queira nem sequer saber
vai
reconstrói-te
como se a manhã tivesse caído
e /
ficasses/
só
/ num vazio /
demasiado negro para ser verdadeiro /
isso que queria...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Surgiu a noite, surgiu a lua
surgiu também uma lembrança tua.
Escureceu de repente, e não há barulho
não há surpresas, nem prendas só o embrulho.
Eu, embrulhado de frio. Sem laço.
Sem cobertor ou agasalho.
Sem senãos. Sem te segurar as mãos.
Bocejo mais uma vez antes de me aconchegar
e adormeço sabendo que não existes,
mas um dia vais chegar.
surgiu também uma lembrança tua.
Escureceu de repente, e não há barulho
não há surpresas, nem prendas só o embrulho.
Eu, embrulhado de frio. Sem laço.
Sem cobertor ou agasalho.
Sem senãos. Sem te segurar as mãos.
Bocejo mais uma vez antes de me aconchegar
e adormeço sabendo que não existes,
mas um dia vais chegar.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Boa Noite
agora/ que o sono se pendura nas pestanas e anda de baloiço nos meus olhos/ agora/ que as palavras respiram mais devagar e as costas esperguiçam a noite/ agora/ que quero sorrir ao dia de amanhã mas está escuro, ainda, e só as estrelas se acendem pirilampicamente a querer dizer bom dia, mas é noite/ agora/ que tempo será este que não há quente a derreter os sonhos e por momentos congelo todos os momentos/ agora/ é apenas hora de ir...de ir...de ir....mais tarde volto. não //agora//. V
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Serenamente
Sereno. A quietude das searas ficou no sul do meu peito. Rudes os granitos desta terra que me acolhe e me enche os olhos de branco. Sereno. Falta-me o cheiro da terra dourada a dançar no calor do horizonte. Falta-me o que ficou na memória, e já só é isso apenas, memória. Sereno. Porque os meus sorrisos todos juntos lavam-me as lágrimas. Deito-me e deleito-me nas palavras e voo, voo muito alto para além de mim. Regresso ao hoje e…Sereno.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
contaminaçoes
"visto as calças do pijama como se me vestisse de ti" ... e a pele estala com o calor que o frio arrefece. A neve passa a ter uma luz própria e a distância perde-se na geada "um retorno real - dizem-me as paredes" mas a resposta não é única, nem fica por um parágrafo apenas.
amachuquei os papéis que me ditam as horas "e eu já nem nas molas os vejo retidos". pendurei-me no estendal às seis da manhã para ficar em ponto de congelamento real ... e fiquei, gelado, a ver a cama de esguelha ... cheio de pressa de apanhar o sol de vez.
Contaminam-so os caminhos das frases que sobraram dos papéis "colgados", e as palavras cospem-se mutuamente. "oye! te queda mucho?" nao ... ja estou de saída
em itálico - citaçoes - Nuno Cacilhas
joao
amachuquei os papéis que me ditam as horas "e eu já nem nas molas os vejo retidos". pendurei-me no estendal às seis da manhã para ficar em ponto de congelamento real ... e fiquei, gelado, a ver a cama de esguelha ... cheio de pressa de apanhar o sol de vez.
Contaminam-so os caminhos das frases que sobraram dos papéis "colgados", e as palavras cospem-se mutuamente. "oye! te queda mucho?" nao ... ja estou de saída
em itálico - citaçoes - Nuno Cacilhas
joao
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
dias
Amanhã as horas serão estrelas. Os beijos sonharão à sombra do sol da meia-noite. O céu terá as chamas de todos os dias. Vermelhas as labaredas dos olhos. Azuis os corpos de mar. Os passos andarão de saltos altos e as marcas na areia casarão com a espuma.
Amar será mais uma palavra. As lágrimas serão por gerações. Amanhã os dias terão horas. As estrelas acenderão os beijos. O horizonte queimará a pele. Os arrepios mergulharão no mar morto e o sal cristalizará em gotas. Mediterrânea paisagem no vento. Os cabelos suados de paixão. Amanhã as estrelas serão dias. Adiadas as noites fugidias, a soma das marés e dos amores. Filhos nascidos de um só desejo. Impressões sem dígitos nem expressão. Amanhã. Será depois de agora. E as palavras terão outra batida e assim será o coração.
V
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
desenterrei-o. Nunca pensei que o fizesse... mas fiz.
Fugi do quartel perto das 22h e 30m e fui de lambreta até ao pedaço de mato onde o tinham enterrado.
tirei de dentro da terra... roubei-o do seu regresso à raiz humana... e fiz-lhe um funeral como deve ser.
ofereci diversas bebidas ao defundo, sujo de terra, limpei-lhe os beiços e deitei-o sobre um caixao improvisado, de pedras, musgo, troncos e folhas secas.
Da vontade extrema de fumar veio-me um rito fúnebro intenso... Puxei fogo ao caixao e juntei os cinco elementos da existência na queimada que o fez passar da terra para o ar.
Nunca pensei fazê-lo antes... mas fiz
Fugi do quartel perto das 22h e 30m e fui de lambreta até ao pedaço de mato onde o tinham enterrado.
tirei de dentro da terra... roubei-o do seu regresso à raiz humana... e fiz-lhe um funeral como deve ser.
ofereci diversas bebidas ao defundo, sujo de terra, limpei-lhe os beiços e deitei-o sobre um caixao improvisado, de pedras, musgo, troncos e folhas secas.
Da vontade extrema de fumar veio-me um rito fúnebro intenso... Puxei fogo ao caixao e juntei os cinco elementos da existência na queimada que o fez passar da terra para o ar.
Nunca pensei fazê-lo antes... mas fiz
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
"soneto libertado" ou "fim do mundo, onde a terra começa"
cheguei ao pico do mundo
e dei com uma porta trancada
e não há quem saiba o que é uma chave por aqui
cheguei tarde ao pico do mundo
cheguei tarde e sinto o peso do atraso todos os dias
talvez aqui estivesse a chave se fosse mais cedo
e a luz da lua não me ofuscasse contra o chão
talvez se chegasse mais cedo
e há tanto que eu queria conhecer neste fim da terra
há tanta solidão dentro da saudade de voltar ao princípio da vida
é um impulso abraçador da morte que nos faz querer viver
e vejo o teu cabelo, os restos espalhados no chão
há quase uma forma desenhada de seu resto e fusão com a nova imagem de ti
tiro a fotografia cá dentro, dos cabelos faço chave, entro e fico-me no topo
e dei com uma porta trancada
e não há quem saiba o que é uma chave por aqui
cheguei tarde ao pico do mundo
cheguei tarde e sinto o peso do atraso todos os dias
talvez aqui estivesse a chave se fosse mais cedo
e a luz da lua não me ofuscasse contra o chão
talvez se chegasse mais cedo
e há tanto que eu queria conhecer neste fim da terra
há tanta solidão dentro da saudade de voltar ao princípio da vida
é um impulso abraçador da morte que nos faz querer viver
e vejo o teu cabelo, os restos espalhados no chão
há quase uma forma desenhada de seu resto e fusão com a nova imagem de ti
tiro a fotografia cá dentro, dos cabelos faço chave, entro e fico-me no topo
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
pedra
a dor física perde
todo o sentido
os sentidos tornam-se frios
porque a dor a sério nao se deixa explicar
sinto-me a cair
e desço
escada fora
sem olhar para trás
tenho tanta coisa feia prestes a sair da minha boca
e o frio que eu sinto faz-me tremer a vontade
o mundo, subitamente, torna-se um peso que eu nao preciso de ter... que eu nao quero ter
mas estou aqui
e até agora estava quase bem aqui
e até agora, depois de abrir as defesas, estava quase muito bem aqui
e agora?
hoje nao tenho esperança
nem a desejo ter - desejo encontrar a droga que me páre o tempo... renunciar à vida por duas semanas e acordar com tudo resolvido ... distante como o mar, sozinho como o tempo
amanha
sempre um amanha
e eu nao estou preocupado com o amanha
sinto-me despido de mim - perdi a chave da minha prórpria arrogância de mim para mim -
incapaz de voltar a fechar as janelas
incapaz de acreditar no que quer que seja
derramo uma lágrima, derramo muitas
com a esperança de que o quarto se inunde, e eu fique tao longe da terra e dos homens da terra, para que eu seja só chuva e chova a um parapeito de outra janela
sinto que vou voltar em breve
mas estou aqui
e se nao há tempo para ter esperança
resta-me só a desilusao.
acabo de acordar e sair de casa
está frio, continua a fazer frio quando nao estás
bom dia
todo o sentido
os sentidos tornam-se frios
porque a dor a sério nao se deixa explicar
sinto-me a cair
e desço
escada fora
sem olhar para trás
tenho tanta coisa feia prestes a sair da minha boca
e o frio que eu sinto faz-me tremer a vontade
o mundo, subitamente, torna-se um peso que eu nao preciso de ter... que eu nao quero ter
mas estou aqui
e até agora estava quase bem aqui
e até agora, depois de abrir as defesas, estava quase muito bem aqui
e agora?
hoje nao tenho esperança
nem a desejo ter - desejo encontrar a droga que me páre o tempo... renunciar à vida por duas semanas e acordar com tudo resolvido ... distante como o mar, sozinho como o tempo
amanha
sempre um amanha
e eu nao estou preocupado com o amanha
sinto-me despido de mim - perdi a chave da minha prórpria arrogância de mim para mim -
incapaz de voltar a fechar as janelas
incapaz de acreditar no que quer que seja
derramo uma lágrima, derramo muitas
com a esperança de que o quarto se inunde, e eu fique tao longe da terra e dos homens da terra, para que eu seja só chuva e chova a um parapeito de outra janela
eu sempre soube que a utopia faz parte da minha forma de ser
eu sempre soube que ia acabar sem sonhos, mais tarde ao mais cedo
e por muito que me tente acercar de uma soluçao, perco forças porque
acho que nas as tenho
sinto que vou voltar em breve
mas estou aqui
e se nao há tempo para ter esperança
resta-me só a desilusao.
tenho saudades da nossa casa tenho tantas saudades tuas
e só agora te sinto longe... só hoje sinto-te a escapar pelos os meus dedos
e já nao sei se posso, se consigo, agarra-me outra vez
eu sempre soube que o sonho conta mais que a enormidade rídicula que tem a vida
eu sempre soube que o pessimismo é a minha melhor "arma"
e agora, que é que tenho?
acabo de acordar e sair de casa
está frio, continua a fazer frio quando nao estás
bom dia
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sol, castelo, paisagem e isto
Se a paisagem me ajudar vai sair algo de jeito. Se não ajudar paciência.
Hoje escrevo porque acordei com uma mensagem tão simples como tantas outras, mas tão importante e profunda como a distância que ela percorreu. Trouxe recordações, porque há muitas recordações, muitos momentos, muita estupidez, muito mau feitio, muita paciência, muita falta dela também e muitas histórias.
Já não há pizzas vegetarianas nem "lhas", e também já não há Trilho ou Talan. Também já não há muitas pessoas, e até havia. E, sabes, até dessas eu tenho algo parecido com saudades, tenho-o daquele e do outro, da outra e daquela. Sei lá... andavam sempre por lá... eram importantes... Aquele que só me fala de quando em vez ontem vi-o e, nem o sorriso sacana lhe disfarçou o ar envergonhado quando disse: - "Boa noite". Parvo. E o outro também ontem "falou" comigo. Lembrou-se de me convidar para o jantar dele, e trocou comigo 4 mensagens, uma por cada mês em que não me disse nada. Parvo.
Sabes, aqui está tudo diferente, mas eu sinto-me tão na mesma! Saudades? Nostalgia? Vontade de mais? Sim, isso tudo e mais um par de mamas!
Tenho saudades tuas, cabrão!
Hoje escrevo porque acordei com uma mensagem tão simples como tantas outras, mas tão importante e profunda como a distância que ela percorreu. Trouxe recordações, porque há muitas recordações, muitos momentos, muita estupidez, muito mau feitio, muita paciência, muita falta dela também e muitas histórias.
Já não há pizzas vegetarianas nem "lhas", e também já não há Trilho ou Talan. Também já não há muitas pessoas, e até havia. E, sabes, até dessas eu tenho algo parecido com saudades, tenho-o daquele e do outro, da outra e daquela. Sei lá... andavam sempre por lá... eram importantes... Aquele que só me fala de quando em vez ontem vi-o e, nem o sorriso sacana lhe disfarçou o ar envergonhado quando disse: - "Boa noite". Parvo. E o outro também ontem "falou" comigo. Lembrou-se de me convidar para o jantar dele, e trocou comigo 4 mensagens, uma por cada mês em que não me disse nada. Parvo.
Sabes, aqui está tudo diferente, mas eu sinto-me tão na mesma! Saudades? Nostalgia? Vontade de mais? Sim, isso tudo e mais um par de mamas!
Tenho saudades tuas, cabrão!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
el poema despierta
domingo, 16 de janeiro de 2011
a noite...outra...noite
A noite é o exílio da alma.
Perdem-se horas e a respiração é ao ritmo das estrelas.
Brisa azul escura, universo iluminado do outro lado do tempo.
Olho para lá da estrada de pó, projecto luz, o mar ruge e bate palmas.
A noite é o exílio da estória.
Perde-se o corpo e dançam os pés sem ritmo, sem cadência.
Brisa a clarear no fogo bailarino aos saltos no horizonte.
Olho para lá de mim, universo de vidas na busca eterna de ser.
A noite sou eu até amanhecer.
Cáceres. 9 de Janeiro
V
Perdem-se horas e a respiração é ao ritmo das estrelas.
Brisa azul escura, universo iluminado do outro lado do tempo.
Olho para lá da estrada de pó, projecto luz, o mar ruge e bate palmas.
A noite é o exílio da estória.
Perde-se o corpo e dançam os pés sem ritmo, sem cadência.
Brisa a clarear no fogo bailarino aos saltos no horizonte.
Olho para lá de mim, universo de vidas na busca eterna de ser.
A noite sou eu até amanhecer.
Cáceres. 9 de Janeiro
V
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
só?
acendo a luz vermelha
o cinzeiro está, vazio, no mesmo sitio
há o teu cheiro
há uma garrafa de plástico com a mesma água que tinha antes
deito-me, bebido, e sinto-te cá
vou desligar o candeeiro, a tomada incomoda-me as costas
boa noite
o cinzeiro está, vazio, no mesmo sitio
há o teu cheiro
há uma garrafa de plástico com a mesma água que tinha antes
deito-me, bebido, e sinto-te cá
vou desligar o candeeiro, a tomada incomoda-me as costas
boa noite
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